quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Ex-jogador Edilson envolvido em esquema de fraude de loterias, diz PF


Quadrilha mapeava quais premiações não foram pagas aos verdadeiros ganhadores, que não foram sacá-los, com ajuda de gerentes da CEF; entre as contas usadas para esquema, aparece a do ex-atleta

iG Minas Gerais | Folhapress |

Ex-jogador era procurado desde dezembro
Divulgação
Ex-jogador era procurado desde dezembro
 


A Polícia Federal deflagrou uma operação na manhã desta quinta-feira (10) para desarticular uma quadrilha especializada em falsificar bilhetes de loteria premiados. Em um ano de investigação, a PF identificou prejuízos de pelo menos R$ 60 milhões.

Estão sendo cumpridos 54 mandados judiciais: cinco de prisão preventiva, oito de prisão temporária, 22 de condução coercitiva e 19 de busca e apreensão em Goiás, Bahia, São Paulo, Sergipe, Paraná e no Distrito Federal.Um dos mandados de busca está ocorrendo na casa do ex-jogador de futebol Edilson, o 'capetinha', que foi pentacamepão mundial com a seleção brasileira e jogou pelo Corinthians e Cruzeiro, entre outras equipes.

O esquema contava com a participação de clientes e gerentes da Caixa Econômica Federal, banco alvo da quadrilha. Os criminosos mapeavam quais premiações não foram pagas aos verdadeiros ganhadores, que não foram sacá-los.

Esses valores, não retirados, abastecem o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Só no ano passado, ganhadores de loterias deixaram de resgatar R$ 270,5 milhões da Mega-Sena, Loteca, Lotofácil, Lotogol, Quina, Lotomania, Dupla-Sena e Timemania.

Correntistas que mantinham grandes quantias no banco cooptavam os gerentes para convencê-los a participar do golpe. Eles tinham que liberar o dinheiro dos prêmios a pessoas indicadas pela quadrilha, que apresentavam o bilhete premiado falso.

Durante a investigação, a PF identificou a atuação de um doleiro no esquema. Ainda de acordo com a Polícia, a organização criminosa praticava outros delitos, como fraude na utilização de financiamentos do BNDES e do Construcard.A Operação Desventura, como foi batizada, contou com informações passadas pelo Setor de Segurança Bancária Nacional da Caixa.

Os suspeitos vão responder por estelionato qualificado, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, falsificação de documentos públicos e evasão de divisas.
 
 
 

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