Segundo a PM, Bruno foi encontrado no bairro Porto da Aldeia. Ainda conforme os agentes, ele não resistiu à abordagem e colaborou durante toda a ação policial.
A prisão ocorreu após a expedição de um mandado judicial em 5 de março. A Vara de Execuções Penais entendeu que Bruno descumpriu condições impostas para a manutenção da liberdade condicional.
O comando do 25º BPM, em Cabo Frio, informou que a prisão foi resultado de uma operação conjunta entre os setores de inteligência da Polícia Militar do Rio de Janeiro e da Polícia Militar de Minas Gerais.
Inicialmente, o ex-goleiro foi levado para a 125ª DP, em São Pedro da Aldeia, onde o mandado de prisão foi cumprido. Depois, o caso foi encaminhado para a 127ª DP, em Búzios, responsável pela continuidade dos procedimentos.
Descumprimento de regras
De acordo com o processo, o ex-jogador viajou ao Acre em 15 de fevereiro para atuar pelo Vasco-AC sem autorização judicial e não retornou ao regime semiaberto dentro do prazo determinado pela Justiça.
O Ministério Público do Rio de Janeiro também apontou outras violações, como a falta de atualização de endereço por três anos, descumprimento de horários de recolhimento e participação em eventos e viagens sem autorização. Entre os episódios citados estão a presença em uma partida no Maracanã, em fevereiro, e uma ida a um estádio em Minas Gerais.
Condenação
Bruno foi preso em 2010 pelo assassinato de Eliza Samudio, crime que ganhou repercussão internacional. Em 2013, ele foi condenado a mais de 22 anos de prisão pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado.
A investigação concluiu que Eliza foi morta após cobrar o reconhecimento da paternidade de Bruninho Samudio, filho que teve com o ex-atleta e que atualmente atua como goleiro nas categorias de base do Botafogo.
O ex-jogador permaneceu em regime fechado entre 2010 e 2019, quando obteve progressão para o semiaberto. Em 2023, recebeu o benefício da liberdade condicional.
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