sábado, 11 de março de 2017

ESTUDO RELACIONA DOENÇA DA URINA PRETA COM CONSUMO DE PEIXE


Correio24horas








O mistério da doença da urina preta parece ter chegado ao fim. Após quatro meses de suspense, a enfermidade que causa dores fortes pelo corpo e pode deixar a urina escura foi identificada por um grupo de pesquisadores independentes. A análise aponta que se trata da Doença de Haff.

A pesquisa foi feita por um grupo de doze pesquisadores independentes e foi encaminhada para publicação em revistas acadêmicas internacionais na área de saúde. Foram usados dados do Hospital Aliança e da Vigilância Epidemiológica de Salvador. 

O médico infectologista Antônio Bandeira, que comandou os estudos, explica que nos 15 casos analisados na pesquisa, não houve nenhum sintoma de infecção por vírus, como febre ou problemas respiratórios.

“Na investigação vimos que a relação era muito maior com a ingestão de peixe. Temos hoje fechado que se trata da Síndrome de Haff”, revela. Segundo o médico, a doença seria causada por uma toxina prejudicial a mamíferos que é ingerida pelo peixe na sua alimentação. A substância estaria presente em algumas algas e corais. 

Histórico

A doença de Haff já havia provocado surtos anteriores na Europa e no Brasil. Em 2008, por exemplo, 27 pacientes foram diagnosticados com a enfermidade em Manaus. “Outra coisa importante é o surto que não é só restrito a Bahia. O Ceará notificou vários casos, inclusive nós temos uma pessoa da Bahia que foi pro Ceará e ficou doente lá”, descreve. 

A literatura médica aponta que a Síndrome de Haff foi identificada pela primeira vez em 1924, na Europa. Há também casos registrados na China e nos Estados Unidos. Os sintomas são dor súbita na cervical e por todo o corpo, contratura muscular, urina da cor de café e elevação da enzima CPK. 

Os pacientes diagnosticados com a síndrome relatam ter ingerido pescado 24 horas antes de apresentarem os primeiros sintomas, segundo aponta o estudo. A recuperação do paciente é rápida. Em 3 ou 4 dias, ele já sente alívio nas dores do corpo. Porém, em certos casos, as pessoas podem apresentar fadiga por mais algum tempo. Os médicos recomendam que, aos primeiros sintomas, as pessoas procurem uma unidade de saúde, se hidratem bastante e evitem consumir anti-inflamatórios. 



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