terça-feira, 30 de agosto de 2016

CASOS DE CAXUMBA EM SALVADOR É CINCO VEZES MAIOR QUE EM 2015




Caxumba causa inchaço nas glândulas salivares
(Foto: TV Globo)


O número de pessoas diagnósticadas com caxumba em Salvador, entre janeiro e agosto deste ano, é cinco vezes maior que os casos registrados no mesmo período em 2015. As informações são da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS).

De acordo com a SMS, ao todo foram identificadas 277 pessoas com a doença na capital baiana em 2016, sendo 101 relacionadas a surtos e 176 a casos individuais. No último ano, os números apontaram apenas 53 ocorrências.

De acordo com o órgão de saúde, dos surtos registrados neste ano em Salvador, três foram em uma empresa de telemarketing, dois em uma escola, outros dois em uma república de estudantes, além de um caso em um hospital. Em nenhuma das ocorrências, os pacientes apresentaram complicações.


Inchaço e febre são sintomas da caxumba
(Foto: Reprodução/TV Vanguarda/Arquivo)


Doença
A caxumba é provocada por um vírus da família paramyxovirus. Os sintomas mais característicos da doença são inchaço e dor nas laterais do pescoço, logo abaixo do maxilar. O problema é causado porque o vírus da caxumba provoca inflamação nas glândulas responsáveis pela produção de saliva, que ficam na região. Essas glândulas são as parótidas, as submandibulares e as sublinguais.

"Nos primeiros dias, meu rosto começou a inchar abaixo da orelha e surgiu um desconforto na região. As dores apareceram nos dentes e na cabeça, no mesmo lado do inchaço. Nas duas primeiras noites tive febre", relatou, em entrevista ao G1, o estudante Manuel dos Santos, de 23 anos, que começou a apresentar os sintomas da caxumba há 6 dias.

Transmissão

A transmissão da doença ocorre pelo ar, pelo contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas


Vacina que previne contra o surgimento da caxumba
(Foto: Reprodução TV Globo)

Prevenção

A prevenção contra a caxumba é feita com a vacina tríplice viral, que protege contra a doença e outras duas, o sarampo e a rubéola. A vacina deve ser tomada a partir de um ano de idade em duas doses, com intervalo de um mês entre elas.

No Sistema Único de Saúde (Sus), a tríplice viral está disponível gratuitamente para pessoas com até 49 anos de idade. Para crianças e adolescentes de até 19 anos, estão disponíveis as duas doses. Para pessoas entre 20 e 49 anos, o sistema público de saúde oferece apenas uma dose.


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