quinta-feira, 10 de março de 2016

Após 20 dias de trabalho, bombeiros cavam 19 metros para retirar idoso

G1/BA
Trabalho de resgate de idoso que caiu em cisterna na cidade de Rio Real, interior da Bahia (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)Trabalho de escavação para chegar a local onde idoso caiu na cidade de Rio Real, interior da Bahia (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)













O trabalho de bombeiros, técnicos e engenheiros para a retirada de um idoso que caiu em uma cisterna durante obras na cidade de Rio Real, a cerca de 200 km de Salvador, já dura 20 dias e foram escavados 19 metros. A força-tarefa começou a escavação em 18 de fevereiro. O idoso está preso no buraco, de 25 metros de profundidade, desde o dia 20 de janeiro.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o trabalho é minucioso e requer bastante cuidado para evitar acidentes, como o deslizamento de terra sobre os trabalhadores que realizam a escavação. Já foram colocados 43 anéis de sustentação (estruturas metálicas) para evitar que a terra desmorone na cavidade.

As obras de resgate são realizadas com apoio logístico e de equipamentos da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb). Uma lona foi instalada sobre o buraco para impedir que a chuva interfira no trabalho.


Trabalho de resgate de idoso que caiu em cisterna na cidade de Rio Real, interior da Bahia (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)Trabalho de resgate de idoso que caiu em cisterna
em Rio Real, interior da Bahia (Foto: Divulgação/
Corpo de Bombeiros)

Operação de resgate
A escavação em busca de José Alves da Cruz, de 77 anos, começou no dia 18 de fevereiro e tinha prazo inicial de conclusão de 15 dias.

Nos primeiros dias, ele respondia aos chamados dos familiares, mas depois de algum tempo deixou de fazer contato. Em entrevistas,a família do idoso disse já não ter esperança de encontrá-lo vivo.

José Alves caiu quando fazia um trabalho dentro da cisterna e a estrutura cedeu. Parte da terra cobriu a vítima. O Corpo de Bombeiros tentou fazer o resgate, mas devido à instabilidade no solo e na cisterna, não foi possível tirá-lo do local.

No dia 29 de janeiro, a Defesa Civil do Estado acionou o engenheiro e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Luís Edmundo Campos para analisar a situação em Rio Real.

O especialista afirmou que a realização do resgate é complicada e encaminhou à Defesa Civil um relatório da situação.


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