domingo, 27 de setembro de 2015

Professor de biologia desmente história de feijão contaminado com doença


(Bahia Notícias/Saúde)


Professor de biologia desmente história de feijão contaminado com doença
Foto: Reprodução


A mensagem viralizada em diversas redes sociais, que conta a história do feijão contaminado com Trypanosoma cruzi ou por uma larva, que teria provocado diarreia e a morte de 10 pessoas em São Paulo, foi desmentido pelo blog Biologia Total, do professor Jubilut. 

O professor, em sua página no Facebook, disse que muitos leitores tem perguntado a veracidade da história. Segundo Jubilut, é possível sim a transmissão da doença de Chagas através de alimentos. Mas diz que isso acontece quando esses alimentos são triturados junto com barbeiros infectados pela doença, ou mesmo quando os alimentos estiveram em contato com a urina de gambás. Mas no caso viralizado, de contaminação do feijão por larvas, não é verdade, pois eles não sobreviveriam ao cozimento na panela de pressão. 

A possibilidade de transmissão só é admitida nos casos como do caldo de cana no sul e nordeste do país e com o açaí, na região norte do Brasil. O professor afirma que nestes casos, “as formas do parasita são ingeridas juntamente com o alimento, e a transmissão se dá pelo acesso que o parasita (Trypanosoma cruzi) tem por estar em contato com a mucosa bucal”. Entretanto, ele destaca que, o “parasita está vivo, pois nem o suco nem o caldo de cana, passaram por qualquer processo seja de fervura ou de congelamento, pois o parasita não suportaria nem a alta nem a extremamente baixa temperatura”.



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