O Tribunal de Oslo condenou nesta sexta-feira (24) o ultradireitista Anders Behring Breivik à pena máxima de 21 anos de prisão prorrogáveis indefinidamente, ao considerá-lo penalmente responsável pelos atentados que há pouco mais de um ano deixaram 77 mortos na Noruega. O atirador era réu confesso dos piores ataques no país desde a Segunda Guerra Mundial.
Como a culpa de Breivik não estava em questão, o tema central do julgamento que terminou no dia 22 de junho foi sua saúde mental. Breivik foi sentenciado a uma custódia máxima de 21 anos e a uma mínima de 10 anos, explicou a juíza principal, Wenche Elizabeth Arntzen, antes de assegurar que o veredicto foi unânime.
A custódia é uma figura legal do Direito norueguês, que na prática pode equivaler a uma prisão perpétua, já que, uma vez cumprida a pena, esta pode se prolongar de forma indefinida se for considerado que o réu continua a ser um perigo para a sociedade.
O atirador, que inicialmente dissera que só recorreria se fosse declarado doente mental e condenado a tratamento psiquiátrico forçado, ouviu a leitura do veredicto com um sorriso no rosto.
A pena será cumprida em um centro de segurança máxima em Ila, ao oeste de Oslo, onde permanece em prisão preventiva há um ano.
Anders Behring Breivik faz uma saudação característica na sala do Tribunal de Oslo. (Foto: Frank Augstein / AP Photo)
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