segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Aspra pede direito de defesa a policiais militares


Em carta divulgada à imprensa, a associação que promoveu a greve policial na Bahia diz ter sido enganada pelo governo 'mais uma vez'

 
A Associação de Policiais, Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), entidade que liderou o motim da Polícia Militar em meados de fevereiro, divulgou uma carta aberta à imprensa supostamente assinada pelas mães, esposas, viúvas, filhos e familiares de policiais e bombeiros. Intitulada "Dignidade humana para quem faz segurança pública na Bahia", a carta exige "de imediato" a anistia aos policiais grevistas e a abertura de processo legal "com ampla defesa e contraditório".


Na carta, a Aspra critica a maneira como o governo e o Exército agiram durante a ocupação da Assembleia Legislativa da Bahia e diz que o prometido pelo governo antes do fim da greve não está sendo cumprido.


"O verdadeiro horror começou após o acordo que pôs fim ao movimento. A anistia administrativa, amplamente divulgada pelo governo e comando geral, não está sendo cumprida e dezenas dos nossos familiares estão sendo presos sumariamente sem direito a ampla defesa (...). Mais uma vez acreditamos neste governo e comando e fomos enganados!", diz a carta.


Os assinantes do documento ainda reclamam da falta de voz da polícia ante o governo e diz que o motim policial não foi exclusivamente para pedir melhorias salariais. "A grande reivindicação foi pelo cumprimento de uma Lei Estadual '7.145/97'".

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