O senador Sergio Moro deve deixar o União Brasil na próxima semana e se filiar ao PL, de Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro, para disputar o governo do Paraná.
O parlamentar firmou o compromisso nesta quarta (18) após agendas em Brasília com dirigentes do atual partido e do PL. A filiação deve ser oficializada em uma solenidade na capital federal.
“É uma grande alegria estar aqui com meu amigo Sergio Moro. Ele é o nosso pré-candidato a governador do Paraná. Uma pessoa que compartilha das mesmas pautas e entende o momento que o Brasil passa”, afirmou o senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à presidência da República.
A ida de Moro para o PL representa um rompimento do partido com o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), que deve concorrer ao Planalto este ano.
Na eleição municipal de Curitiba, em 2024, o PL indicou Paulo Martins para ser vice de Eduardo Pimentel (PSD), candidato de Ratinho Junior, e que acabou eleito.
Apesar disso, durante a campanha, Jair Bolsonaro ignorou a aliança e anunciou apoio a Cristina Graeml, do PMB, que ficou em segundo lugar na disputa.
Após se eleger senador em 2022, Sérgio Moro viu o PL pedir a cassação de seu mandato alegando abuso de poder político e econômico durante as eleições.
Em 2023, o partido argumentou junto ao Ministério Público Eleitoral do Paraná que Moro teria tido benefício indevido ao utilizar recursos da pré-campanha para à presidência da República.
Nesse movimento, o PL estava ao lado do PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Após o TRE do Paraná inocentar Moro, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O ministro Floriano de Azevedo Marques decidiu que Moro não cometeu irregularidades na corrida eleitoral e manteve o mandato do ex-juiz da Lava Jato.
Ex-ministro de Bolsonaro
Após a eleição de Jair Bolsonaro em 2018, Moro aceitou o convite para assumir o Ministério da Justiça.
Ele deixou o governo Bolsonaro em abril de 2020, após um ano e quatro meses no primeiro escalão do governo, como ministro da Justiça, com uma série de críticas ao então presidente.
A demissão foi motivada pela decisão de Bolsonaro de trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, indicado para o posto por Moro.
Apesar disso, nas eleições de 2022, Moro apoiou Jair Bolsonaro na disputa contra o presidente Lula, que foi o vencedor do pleito.
G1/Eleições2026
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