Após não ter conseguido sucesso nas urnas no último domingo (4) e ter fracassado na missão de renovar mandato, o senador Angelo Coronel (Republicanos) vai se aposentar da política.
Em uma mensagem encaminhada para parentes e amigos, sua esposa, Eleusa Coronel, confirmou a saída do senador da vida pública.
“Várias vezes falei que tínhamos dois caminhos: aposentar daqui 08 anos ou após terminar esse mandato. Deus e o povo da Bahia decidiu, então cumpriremos esse desígnio”, escreveu Eleusa.
A matriarca dos Coronel disse que a família continuará sendo representada na política pelos filhos Diego Coronel, eleito deputado federal e Angelo Filho, reeleito deputado estadual.
“Mas como sabemos, a vida é um ciclo, o nosso, politicamente com mandato, se encerra em fevereiro mas continuaremos ajudando no que for possível. Afinal o lema da Família Coronel é seguir em frente cuidando de gente. Em minhas Orações fiz um pacto com Deus e Nossa Santa Dulce: se precisar escolher, optem por meus Filhos. Que bom que Eles me atenderam”, afirmou.
Angelo Coronel foi o terceiro candidato mais votado para o Senado e não conseguiu se reeleger. Ele obteve 2.898.885 votos e ficou atrás dos petistas Rui Costa e Jaques Wagner.
Trajetória política
Linha do tempo de Angelo Coronel
1988 – eleito prefeito de Coração de Maria pelo PMDB. Governou de 1989 a 1992.
1994 – eleito deputado estadual pelo PSDB, com 27.256 votos, assumindo em 1995.
1996 – tentou voltar à Prefeitura de Coração de Maria, mas não foi eleito.
1998 – disputou novamente a ALBA, ficou na suplência e posteriormente exerceu o mandato entre fevereiro de 2001 e março de 2002.
2002 – pelo PL, voltou a ser eleito deputado estadual, com 56.119 votos.
2006 – reeleito pelo PL, com 46.660 votos.
2010 – já no PP, conquistou outro mandato, com 41.346 votos.
2014 – pelo PSD, teve 74.592 votos e garantiu mais um mandato.
2017 – chegou ao ponto mais alto de sua trajetória na política estadual ao assumir a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia, cargo que ocupou no biênio 2017–2019.
2018 – deixou a disputa proporcional e concorreu ao Senado pelo PSD. Foi eleito para um mandato de oito anos. O Senado registra o período 2019–2027.
2026 – depois de não encontrar espaço para disputar a reeleição ao Senado na chapa governista, rompeu com o grupo do PT, deixou o PSD, filiou-se ao Republicanos e passou a integrar a chapa de ACM Neto, ao lado de João Roma na disputa das duas vagas ao Senado.
4 de outubro de 2026 – terminou em terceiro lugar: Rui Costa teve 4.335.196 votos (30,07%), Jaques Wagner 3.986.690 (27,65%) e Coronel 2.898.885 (20,11%).
Redação CN e Bnews




