O deputado estadual Soldado Prisco afirmou que o presídio regional de Feira de Santana – onde uma rebelião em maio provocou a morte de nove detentos –
é comandado por facções criminosas e que os internos possuem
regalias. Membro da comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da
Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), ele esteve no Presídio Regional
de Feira de Santana juntamente com outros deputados, na tarde desta
segunda-feira (01).
Leia também: Armas e celulares entram fácil e presos brigam pelo comando do presídio
Prisco condenou a insegurança do local e se mostrou preocupado
sobretudo com os riscos para os servidores que trabalham ali. Um dos
fatores que mostram a fragilidade da segurança é o fato de que apenas
quatro das 17 guaritas existentes estavam ocupadas por policiais.
Segundo ele, os muros são baixos, o que facilita a entrada de celulares
e diversos objetos. Prisco criticou também a falta de Raio X e scanner
na unidade prisional, para a revista dos visitantes e cobrou a
instalação de câmeras de monitoramento na unidade.
REGALIAS
O deputado defende que o estado deve dar prioridade à segurança dos
servidores e agentes prisionais. "Aqueles que estão à margem da
sociedade têm mais direitos do que aqueles que estão servindo. Todas as
celas têm televisão e ventilador”, estranhou.
O deputado Marcelino Galo (PT), que preside a comissão, disse que será
feito um relatório a ser encaminhado ao governo do estado para “melhorar
o sistema como um todo”. Também participou da visita o deputado
feirense Zé Neto.
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